Nem bem os marilienses se acostumam
com o impacto do aumento da passagem do ônibus coletivo para R$2,50 e já
precisam se atentar à uma nova ameaça: tal qual uma fofoca, espalha-se pela
cidade a história sobre uma possível privatização do Departamento de Águas e
Esgoto de Marília (carinhosamente conhecido como DAEM).
Apesar de parecer uma fofoca, as ações
da prefeitura no que diz respeito ao DAEM, seguem uma cartilha um tanto quanto
conhecida: sucateia-se a autarquia pública, para em seguida entrega-la à uma
empresa privada. Ocorre que nesse caso não falamos de algo simples (mas não
menos patrimônio da população) como a telefonia, mas sim da água, um elemento
sem o qual nós humanos não sobrevivemos.
Esse sucateamento é promovido de
diversas maneiras, seja com a constante falta de água, as promessas de obras
nunca cumpridas, demora nos reparos de vazamentos. A situação em Marília, no
que diz respeito ao abastecimento de água, faria um desavisado perguntar se
está mesmo no interior do estado de São Paulo, ou então no sertão nordestino.
A atual administração, de Vinicius
Camarinha, do Partido Socialista Brasileiro (a face nova da oligarquia
decrépita), toma atitudes dúbias. Busca por um lado verbas para as obras
necessárias na cidade. Mas por outro, ignora a dívida que o munícipio tem com o
DAEM, atualmente na casa dos 40 milhões de reais (dinheiro suficiente
para que o órgão recupere sua capacidade de investimento). No fim a impressão
que fica é que a atual administração quer a privatização, mas a fará de modo
tímido e aos poucos.
No entanto, ignora-se completamente a
população, principalmente das zonas norte e sul, que historicamente sofrem com
a falta de água. Ao contrário, essa privatização é vendida como a
solução dos problemas. Uma das alternativas propostas é a concessão do serviço
para a Sabesp.
A Sabesp é uma empresa de capitalmisto, o governo do estado de São Paulo a controla, só que ao mesmo tempo
negocia fatias dela na bolsa, no fim a Sabesp sofre de uma ingerência, que
termina por cobrar seu preço à classe trabalhadora. Basta ver a situação do
Sistema de Abastecimento da Cantareira na capital do estado: em nome dos lucros
e de sua distribuição aos negociantes do mercado financeiro, a capacidade de
investimentos da empresa diminui, e no fim a população fica sem água (mas não
pode deixar de pagar, pois corre o risco de ter o nome nos serviços de crédito
negativado).
O caso piora se a concessão das águas
do município for entregue à alguma empreiteira privada (que criou empresas para
explorar esse serviço e aumentar seus lucros). Nesse caso, a situação é
semelhante ao do transporte público urbano, as empresas buscam maximizar seu
lucro em cima de toda a população.
Cabe à população de Marília resistir a
esse novo ataque, é ela quem deve decidir como deve ser o serviço de água e
esgoto, seus investimentos, afinal a água é um patrimônio de toda a humanidade.
Por isso, o Partido Comunista Brasileiro, da Base de Marília, se posta
contrário às tentativas de privatizar o DAEM. Exigimos que a Prefeitura pare de
sucatear o órgão, pague o que deve e desista de sua privatização. Defendemos o
controle popular do DAEM, para que água em Marília pare de ser tratada comouma mercadoria, e possa enfim ser um bem de todos os habitantes da cidade.
CRIAR,
CRIAR, PODER POPULAR!!!
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