quinta-feira, 17 de abril de 2014

Contra a privatização do Departamento de Água e Esgoto de Marília



Nem bem os marilienses se acostumam com o impacto do aumento da passagem do ônibus coletivo para R$2,50 e já precisam se atentar à uma nova ameaça: tal qual uma fofoca, espalha-se pela cidade a história sobre uma possível privatização do Departamento de Águas e Esgoto de Marília (carinhosamente conhecido como DAEM).

Apesar de parecer uma fofoca, as ações da prefeitura no que diz respeito ao DAEM, seguem uma cartilha um tanto quanto conhecida: sucateia-se a autarquia pública, para em seguida entrega-la à uma empresa privada. Ocorre que nesse caso não falamos de algo simples (mas não menos patrimônio da população) como a telefonia, mas sim da água, um elemento sem o qual nós humanos não sobrevivemos.

Esse sucateamento é promovido de diversas maneiras, seja com a constante falta de água, as promessas de obras nunca cumpridas, demora nos reparos de vazamentos. A situação em Marília, no que diz respeito ao abastecimento de água, faria um desavisado perguntar se está mesmo no interior do estado de São Paulo, ou então no sertão nordestino.

A atual administração, de Vinicius Camarinha, do Partido Socialista Brasileiro (a face nova da oligarquia decrépita), toma atitudes dúbias. Busca por um lado verbas para as obras necessárias na cidade. Mas por outro, ignora a dívida que o munícipio tem com o DAEM, atualmente na casa dos 40 milhões de reais (dinheiro suficiente para que o órgão recupere sua capacidade de investimento). No fim a impressão que fica é que a atual administração quer a privatização, mas a fará de modo tímido e aos poucos.

No entanto, ignora-se completamente a população, principalmente das zonas norte e sul, que historicamente sofrem com a falta de água. Ao contrário, essa privatização é vendida como a solução dos problemas. Uma das alternativas propostas é a concessão do serviço para a Sabesp.

A Sabesp é uma empresa de capitalmisto, o governo do estado de São Paulo a controla, só que ao mesmo tempo negocia fatias dela na bolsa, no fim a Sabesp sofre de uma ingerência, que termina por cobrar seu preço à classe trabalhadora. Basta ver a situação do Sistema de Abastecimento da Cantareira na capital do estado: em nome dos lucros e de sua distribuição aos negociantes do mercado financeiro, a capacidade de investimentos da empresa diminui, e no fim a população fica sem água (mas não pode deixar de pagar, pois corre o risco de ter o nome nos serviços de crédito negativado).

O caso piora se a concessão das águas do município for entregue à alguma empreiteira privada (que criou empresas para explorar esse serviço e aumentar seus lucros). Nesse caso, a situação é semelhante ao do transporte público urbano, as empresas buscam maximizar seu lucro em cima de toda a população.

Cabe à população de Marília resistir a esse novo ataque, é ela quem deve decidir como deve ser o serviço de água e esgoto, seus investimentos, afinal a água é um patrimônio de toda a humanidade. Por isso, o Partido Comunista Brasileiro, da Base de Marília, se posta contrário às tentativas de privatizar o DAEM. Exigimos que a Prefeitura pare de sucatear o órgão, pague o que deve e desista de sua privatização. Defendemos o controle popular do DAEM, para que água em Marília pare de ser tratada comouma mercadoria, e possa enfim ser um bem de todos os habitantes da cidade.

CRIAR, CRIAR, PODER POPULAR!!!

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