O capitalismo contemporâneo
desenvolveu mecanismos para escapar de suas próprias contradições que
terminavam desenvolvendo crises. Ainda no fim do século XIX, após a queda da
Comuna de Paris e o fim da Guerra Franco-Prussiana em 1871, o modo de produção
capitalista entra em uma profunda crise em suas principais economias.
Essa crise, como Lenin aponta em sua
obra “Imperialismo, fase superior do capitalismo”, irá modificar profundamente
o modo como o capital se reproduz. Se até 1871, irá prevalecer a livre
concorrência, a tônica após ela será o crescente processo de monopolização.
Setores vitais da economia de então como o petróleo, transportes e siderurgia,
serão concentrados nas mãos de poucas empresas.
À essa tendência já apontada por Karl
Marx, se somará a um aspecto totalmente novo, o crescente papel dos bancos. De simples
depositários de dinheiro, os bancos passam a ter uma importante ação dentro do
processo de monopolização. Seu capital será associado ao capital industrial, permitindo
às indústrias comprarem suas concorrentes, e aos bancos aumentar o seu capital
total. Essa ligação será feita de inúmeras maneiras: por empréstimos, por
investimento direto. Por meio desse processo, os bancos passaram a protagonistas
dentro do sistema capitalista, fenômeno inteiramente observável a partir da
crise de 1970, onde uma das soluções encontradas será justamente o processo de
financeirização.
A charge de hoje explicita, justamente o
papel antigo e novo dos bancos dentro da sociedade capitalista.
A
charge é de André Dahmer, autor da série de tirinhas “malvados”, que possui
várias outras séries, da qual a charge de hoje faz parte.

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