Quando os comunistas falam de “burgueses” e “proletariado”,
aparentemente é como se falassem de “categorias” do passado. Ficam perguntas no
ar: “ainda existem trabalhadores de fábricas, com uniformes, que apenas apertam
porcas e parafusos, tal qual o filme tempos modernos de Chaplin?” Ou então
pensando no Brasil: “ainda há aqueles coronéis, tal qual expostos nos romances
de Jorge Amado?”.
Muito dessa confusão, ideológica, parte da disseminação das
ideias pós-modernas pelo mundo. Se durante a Guerra Fria (1945-1989) havia uma
ofensiva dos Estados Unidos (se dizendo o líder do “Ocidente-Capitalista”)
contra a URSS (União das Repúblicas Socialistas e Soviéticas, a “líder do mundo
socialista”), que se pautava muito em uma luta política/militar/econômica.
Mesmo durante a Guerra Fria, era preciso combater o perigo do “comunismo” de
forma mais sutil, não pela força, mas também pelo “consenso”.
Como exposto na charge da semana passada, que tratava sobre a
ideologia, houve também a ofensiva de parte ideológica contra o comunismo. Seja
ao dar uma importância gritante ao período do chamado “stalinismo” na URSS.
Seja na ofensiva daquilo que veio a ser conhecido como “pós-modernismo”. Dentro
do pós-modernismo, tentou-se criar um pensamento sofisticado, que chega em
alguns momentos a negar a razão (que foi a base do pensamento que a burguesia
financiou no século XVIII para tomar o poder das mãos da nobreza).
Nesse interim, o pensamento pós-moderno tenta negar tradições
teóricas do passado como o pensamento marxiano, (mas também de Max Weber e Durkeiheim).
Tenta-se negar o marxismo, justamente afirmando o fim do “trabalho”, como se o “proletariado”
aquela categoria que Marx cunhou – para a classe social que transforma o mundo
nas mercadorias que consumimos todos os dias – houvesse morrido, dado lugar à
lutas transversais, mas que no fim são demandas que dentro da lógica
capitalista não podem ser resolvidas, ou até podem, desde que abra um novo
campo de “mercado”.
A charge dessa semana mostra justamente, que essa tentativa de
negar o passado, no fim termina por mostrar que aquilo que existia no passado,
ainda existe hoje em dia, assumindo uma nova faceta, mas ainda exercendo sua
função: no caso da burguesia, ser dona dos meios de produção e negar isso à
classe trabalhadora, utilizando nesse processo de “negação” o Estado,
materializado então nos políticos e no exército.

Isso , faz apologia ao socialismo , numa rede de internet capitalista !
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