No dia 15 de maio os
palestinos de todo mundo rememoram o Nakba, termo que pode ser traduzido como
Catástrofe ou Desgraça. Neste dia, no ano de 1948, a guerra da Palestina se
encerrava com a expulsão, por parte do exército israelense, de aproximadamente 700
mil palestinos de suas cidades e a tomada forçada de seu território,
constituindo uma nova configuração ao estado de Israel.
Atualmente os refugiados
e seus descendentes constituem mais de milhões de pessoas, divididos em
diversos territórios espalhados na região, e até mesmo em outros continentes.
Muitos desses refugiados ainda guardam as chaves de suas casas, já destruídas, como
um símbolo da esperança de retornarem à sua terra.
É por isso que no dia 15
de maio o movimento nacionalista palestino relembra a data, com o intuito de
manter viva a memória dos trágicos eventos do ano de 1948, que ecoam até os
dias de hoje com o avanço desenfreado do território israelense promovido pela
política irracionalista da direita sionista, beligerante ao extremo.
A sugestão da semana pretende trazer um contato maior com a história da
ocupação israelense na Palestina, com algumas sugestões:
Occupation 101 (2006) - 90 min. Dirigido por
Abdallah Omeish & Sufyan Omeish
Este documentário trata das raízes históricas do
conflito entre Israel e Palestina, abrangendo e problematizando as
consequências dos vários eventos relacionados à questão: desde a primeira onda
de imigração dos judeus europeus para a região da Palestina nos anos de
1880; passando pelas tensões decorrentes dessa situação nos anos de 1920; pelas
guerras de 1948 e 1967; a resposta palestina com a primeira Intifada de 1987; o
processo de paz de Oslo; a expansão dos acampamentos judeus em discordância com
o pacto estabelecido; o bloqueio econômico e a ocupação de Israel na Faixa de
Gaza; até o papel dos EUA no conflito.
Difamação (2009) - 91 min. Dirigido por Yoav
Shamir
O diretor, partindo da intenção de coletar
material cinematográfico para compreender o espírito antissemita que assolaria
o mundo, como sugerem os jornais israelenses, consegue dar uma visão ampla,
embora ainda não completa, da manipulação ideológica utilizada pelos grupos
sionistas na tentativa de manutenção de seus interesses. Ódio, medo,
irracionalidade, afastamento da compreensão de que a história é um processo
através do culto às tradições, identificação da crença religiosa com políticas
de Estado através da vinculação fajuta de antissemitismo com antissionismo, são
algumas das armas utilizadas para manter boa parte dos judeus, de Israel ou de
qualquer outra parte do mundo, alinhados à política do Estado sionista, e,
consequentemente, para manter as condições bastante favoráveis de uma pequena
camada israelense que só tem a lucrar com essa situação. O documentário
permite entrar em contato com o grau perverso da ideologia utilizada para
manter a ocupação israelense no território palestino.
Cinco Câmeras Quebradas (2011) - 94 min.
Dirigido por Emad Burnat & Guy Davidi
Quando nasce Gibreel, seu quarto filho, Emad
adquire sua primeira câmera. Além de filmar os primeiros passos de seu filho,
Emad também filma o início da nova investida israelense sobre terras palestinas,
com a construção do muro da Cisjordânia. Ao longo de 5 anos, Emad filma a luta
dos moradores do vilarejo onde vive, da vida de seus amigos e do crescimento de
seu filho caçula, todos afetados pelo conflito da maneira mais miserável
possível. Desde o nascimento de Gibreel, foram usadas cinco câmeras, que ao
serem quebradas nos conflitos, contam cada uma um período de tempo. Sobre a
atualidade da ocupação israelense, que não perde seu caráter truculento desde a
primeira leva de ocupações, em 1948.



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