A construção do poder popular não envolve apenas exemplos
concretos dos embriões de tal luta. É preciso também que militantes se
arrisquem todos os dias em lutas cotidianas, e apesar da aparência de liberdade
que a democracia burguesa possui, essa luta leva sempre à uma situação de
criminalização do militante anticapitalista.
Dito isso, no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e
em quase todos os estados do país há exemplos de militantes de movimentos
sociais, ou partidos políticos que sofrem perseguições físicas ou penais desde
as grandes manifestações de junho. O exemplo mais recente foi de militantes de
esquerda que foram presos em suas casas, na última semana em Goiânia – Goiás.
Eles foram identificados como líderes das manifestações contra o
aumento da passagem na cidade, e por isso indiciados por uma série de crimes
(como dano ao patrimônio público e privado). Além do pessoal de Goiânia, não
podemos nos esquecer das dezenas de lideranças indígenas que perderam a vida
nos conflitos com o agronegócio e também dos militantes sem terras que perderam
a vida pelo mesmo motivo.
O Partido Comunista Brasileiro base de Marília engrossa o caldo
de solidariedade dos camaradas de Goiânia que sofrem perseguições, além de
todos os militantes perseguidos espalhados pelo país. A construção do poder
popular é algo que não será feito com a complacência do poder burguês, por isso
a necessidade constante de luta e de militantes dispostos para tal desafio e
risco.
LUTAR NÃO É CRIME
CRIAR, CRIAR, PODER
POPULAR!!!

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