Hoje
para falar de experiência de poder popular, o blog vai atrás daquele que é o
mais importante movimento social organizado do Brasil, o Movimento dostrabalhadores rurais sem terra (MST). Em seus mais de 30 anos de existência, o
MST não deixou de lutar pela reforma agrária no país, nem nos momentos de maior
refluxo da esquerda no país (nos anos de 1990).
Ao contrário, em um momento onde a
esquerda se recuperava do sucesso do plano real ,dos primeiros anos do
neoliberalismo e da restruturação produtiva, o movimento manteve suas ações de
ocupação de terras improdutivas e manifestações nas principais cidades do país.
E sofreu por sua ousadia, basta lembrar-se do massacre em Eldorado dos Carajás,Pará, onde 19 sem terras foram assassinados pela polícia.
São inúmeros os exemplos de
acampamentos e assentamentos onde o MST busca soluções alternativas à
sociabilidade do capital, por isso a dificuldade em escolher apenas um exemplo.
O blog traz então o exemplo de uma das bandeiras que o movimento encabeça hoje,
que é a luta contra os agrotóxicos e por uma alimentação mais saúdavel.
Cerca de 2500 marcham em
Maringá e realizam intervenção no Mc Donald's
6 de
junho de 2014
Por Vinicius Carvalho
Da Página do MST
Os 2.500 participantes da 13ª Jornada da
Agroecologia realizaram, nesta quinta-feira (5), a Marcha da Agroecologia e
Alimentos Saudáveis, no centro da cidade de Maringá, no Paraná.
Na ação, que reuniu camponeses e camponesas,
estudantes, professores e pesquisadores de movimentos sociais, além da
população que aderiu à ação, terminou num grande ato na Praça Raposo Tavares.
A marcha teve como objetivo apresentar a Jornada
de Agroecologia para a população e ampliar o diálogo com a sociedade sobre a
importância da produção agroecológica, além de denunciar o modelo do agronegócio
e a enorme quantidade de agrotóxicos e de alimentos transgênicos utilizados por
este setor.
“A marcha cumpre essa interação da Jornada com a sociedade local. É um instrumento que propicia esse diálogo, num contexto de interação entre o campo e a cidade”, afirmou Isabel Diniz, da comissão da Pastoral da Terra (CPT) do Paraná.
“Nessa edição, houve uma maior participação de toda a militância, especialmente da juventude, e uma recepção bastante grande da população”, disse Diego Moreira, da coordenação nacional do MST.
Apresentar a Escola Milton Santos como um espaço
de acúmulo e formação política também foi um objetivo da marcha. Nesse sentido,
a pauta da alimentação saudável, da agricultura familiar, já tem uma resposta
de toda a sociedade, que demonstrou estar preocupada com a questão dos
agrotóxicos e transgênicos.
“A população foi muito receptiva, recebendo a panfletagem que fizemos, os comerciantes pararam pra ouvir o debate, muitos aderiram à marcha”, reflete a militante do MST, Carla Loop, que integra a Brigada de Agitação e Propaganda. “Nós perguntamos se isso é consequência das manifestações do ano passado, porque a população entende a causa dos protestos”, acredita.
Amo muito tudo isso?
Durante a Marcha, foi realizado uma intervenção
simbólica na fachada do Mc Donald's, em crítica ao modelo do agronegócio e ao
uso de agrotóxicos e alimentos transgênicos que a rede representa.
“A denúncia foi feita porque esse espaço vai além de um simples lanche, mas todo um mercado financeiro. O ato tem o objetivo de chamar a atenção para isso”, explica Carla. Na parede da rede, os jovens picharam a frase: “Amo muito tudo isso?”, em tom irônico.
Além da intervenção, foi realizada a panfletagem
de uma edição especial do jornal Brasil de Fato para os transeuntes, e ao final
da marcha, uma batucada e um ato político encerraram a atividade, com falas de
autoridades, dos movimentos sociais e declamação de poesia para a população.




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