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| A arte é do pessoal do "Verbo Coletivo" |
Outrora
a luta começou por 0,20 centavos e espalhou-se pelo Brasil em dimensão
quantitativa, número de manifestantes, e qualitativa, aumento das
reivindicações.
Em
junho de 2013, divulgou-se uma pesquisa em que mostrava o aumento das passagens
de ônibus e o aumento dos custos para a compra de transporte particular
(carros, etc.). Os números foram o seguinte: de 2002 até o referido mês, houve
um aumento de 111% nas tarifas de transporte público, todas referendadas por
justificativas do aumento do combustível e despesas com manutenção e troca de
pneus; no transporte particular o aumento nos custos foi de apenas 7%.
Nestes
dez anos de dados analisados, tivemos uma inflação de 87%. Temos, assim, uma
clara demonstração de incentivo dos governos federais para o consumo de carros.
Isto se expressa no corte e abstenção temporária de impostos sobre carros e
itens automobilísticos.
Não
houve, sequer, um momento das manifestações de Junho de 2013 em que o mola
propulsora não estivesse ainda preparada para engatilhar novas
"ondas" de manifestações. Será que já podemos dizer que esta mola
propulsora foi sanada, isto é, que a questão do transporte público foi
resolvida?
A
resposta é NÃO, e em Marília não é diferente. No dia 1 de março de 2014,
feriado de carnaval, o prefeito Vinicius Camarinha (PSB) autorizou, assinando o
decreto, o aumento do valor das tarifas de 2,15 para 2,50. Estas empresas que
foram licitadas com regime de urgência, foram aprovadas por conta de serem duas
empresas para cobrirem duas regiões da cidade. Feito isto, segundo a lógica
deles, Prefeitura, teríamos uma concorrência entre ambas que faria os preços
ficarem em termos "justos" para a população. A idéia era a seguinte:
criamos concorrência entre as empresas, que hoje sabemos pertencem à um mesmo
grupo de empresários, e isso fará com que haja melhoria na qualidade e nos
preços. E o que temos é: corte de linhas, ônibus super-lotados, péssima
estrutura no Terminal para os que esperam a conexão, e, por fim, os preços
abusivos que nos cobram.
No embalo deste descaso
com a população, a Frente Popular de Lutas de Marília, que o PCB compõe,
decidiu por chamar uma série de Atos para que fosse impedido este aumento.
Durante
o primeiro grande Ato, no dia 14/03/14, já foi possível ver que a resposta dos
mandatários da cidade seria a mesma: o silencio para com a população que
manifestava seu descontentamento e, pior ainda, o uso desmedido de violência
policial para "conter" o perigo das manifestações. Vimos que no domingo seguinte, dia 16/03/14, o
prefeito mandou recapear, pintar e arrumar banheiros e bebedouros d'água no
Terminal Urbano da cidade. Será que a mobilização popular não adianta? Será que
a população nas ruas não é a melhor escolha? Acreditamos que sim: É O MELHOR
CAMINHO.
Convictos
disto, temos proposto que sejam criados Comitês Populares por bairros ou
regiões mais amplas: por exemplo, Zona Sul, Zona Norte, Zona Leste e Zona
Oeste. A intenção de criar tais Comitês é que a população passe a discutir,
entre os seus vizinhos mais próximos, os problemas que são cotidianos em nossa
cidade, Marília. Se há um forma de estruturarmos uma grande mobilização popular
é pela via da construção de espaços para que a população se sinta à vontade e
realmente tenha ouvidos. Nada melhor do que debater os problemas de sua rua, de
seu bairro, de sua cidade, com aqueles que vivem os mesmos problemas que os
seus.
A
continuidade dos Comitês Populares possibilitam que a população formule, por si
própria, suas demandas e condiciona a Frente Popular de Lutas à tocar adiante
estas necessidades. A Frente se tornará, por assim dizer, o grande agente
impulsionador das passeatas e movimentos. Mas serão os Comitês Populares os
grandes responsáveis por manter a necessidade da luta, da discussão com os próximos,
da mobilização popular, da auto-afirmação de cada um como dono da sua própria
história. Seremos nós, população organizada em tais Comitês Populares, a água
que movem os moinhos.
LUTAR,
CRIAR, PODER POPULAR!!!!

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